Caderno de Saúde 09

Atenção Primária à Saúde

Plano Municipal de Saúde 2026-2029

Município


1. Apresentação

Este caderno integra a Análise de Situação de Saúde (ASIS) do PMS 2026-2029 de São João da Ponta. Seu objetivo é organizar evidências e interpretações sobre atenção primária à saúde, territorialização, cadastro, equipes, produção e coordenação do cuidado, apoiando a leitura técnica da Secretaria Municipal de Saúde, do Conselho Municipal de Saúde e das equipes responsáveis pelo planejamento municipal.

Fontes principais: e-SUS AB, CNES, SISAB e produção ambulatorial, com bases locais municipais quando disponíveis. Os achados devem ser usados como ponto de partida para validação municipal, priorização de problemas e definição de objetivos, metas e ações do PMS 2026-2029.

Sumário

  1. Sumário gerado automaticamente a partir das seções do caderno.

Resumo Executivo

Síntese da APS de São João da Ponta com base em SISAB, e-SUS AB, CNES e bases locais. Detalhes e fontes nas seções seguintes.

Indicadores-chave (2025)
  • Estrutura: 3 eSF + 3 eSB + 1 equipe multiprofissional em 5 UBS; cobertura nominal 100%
  • Atendimentos individuais: 6.875 (1,54/hab/ano; parâmetro 2-3)
  • Visitas domiciliares: 26.388; razão visitas/consultas 3,8:1 (vs 5,7:1 em 2024)
  • ACS: 8 postos (perda de -50% vs 16 em 2024)
  • e-SUS AB: 6.417 vivos (+43,6% vs IBGE); 1.468 hipertensos, 856 diabéticos, 223 psiquiátricos, 95 com câncer
  • Pré-natal 7+ (base local SINASC): 59,2% (DW federal 0% por falha de transmissão)
Achados críticos
  • Perda de 50% dos ACS é o maior risco para a APS do quadriênio
  • Hipertensos e diabéticos sem estratificação de risco; mortalidade cardiovascular elevada
  • 223 pacientes em tratamento psiquiátrico sem matriciamento na APS
  • Base e-SUS inflada em 44% distorce indicadores per capita e financiamento
Recomendações ao PMS 2026-2029
  • Recompor 16 ACS via concurso público até 2027
  • Implantar estratificação de risco cardiovascular em 100% das eSF
  • Matriciamento em saúde mental com CAPS regional
  • Higienização cadastral do e-SUS no 1º ano (integrar SIM/ACS)
  • Meta de 2 consultas/hab/ano até 2029 (ampliação progressiva da agenda)

1. Painel-síntese

A Atenção Primária à Saúde de São João da Ponta opera com 3 equipes de Saúde da Família (eSF), 3 equipes de Saúde Bucal (eSB) e 1 equipe multiprofissional registrada na base como NASF (nomenclatura legada, atual modelo eMulti), distribuídas em 5 Unidades Básicas de Saúde para uma população de 4.470 habitantes. A cobertura nominal é de 100%, com 1 UBS para cada 894 habitantes, compatível com os parâmetros da PNAB.

Em 2025, a APS realizou 6.875 atendimentos individuais (1,54/hab/ano, parâmetro: 2-3), 1.819 atendimentos odontológicos (0,41/hab/ano) e 26.388 visitas domiciliares. A razão visitas/consultas reduziu de 5,7:1 (2024) para 3,8:1 (2025), indicando melhora na conversão da busca ativa em atendimento clínico. O pré-natal, segundo a base local do SINASC, alcançou 59,2% de gestantes com 7+ consultas em 2025 (embora este dado não chegue à base federal, onde aparece como 0%).

A base do e-SUS AB revela que o município possui 6.532 cidadãos cadastrados (43,6% acima da população IBGE), com 1.468 hipertensos, 856 diabéticos, 223 em tratamento psiquiátrico e 95 com câncer registrados. Esses dados são essenciais para dimensionar a demanda sobre a APS, mas estão inflados pela ausência de higienização cadastral (zero inativações na base).

A perda de 50% dos ACS em 2025 (de 16 para 8) é o maior risco para a APS no quadriênio 2026-2029, comprometendo busca ativa, cobertura territorial e longitudinalidade do cuidado.

2. Cinco problemas prioritários da APS

#ProblemaDados-chaveO que fazer
1Perda de 50% dos ACS compromete a cobertura territorialDe 16 ACS em 2024 para 8 em 2025. Única categoria com vínculo estável. Razão ACS:médico caiu de 5,3:1 para 2,7:1Processo seletivo/concurso para recompor 16 postos de ACS
2Consultas per capita abaixo do parâmetro1,54 consultas/hab/ano em 2025 (parâmetro PNAB: 2-3). Melhorou 55% vs 2024 (0,98), mas ainda insuficienteMeta: 2 consultas/hab/ano até 2029. Reorganizar agenda clínica das eSF
31.468 hipertensos e 856 diabéticos sem estratificação de riscoMortalidade cardiovascular dobrou em 2024 (14 óbitos), 155 com histórico de AVC no e-SUSImplantar estratificação de risco cardiovascular em 100% das eSF
4223 cidadãos em tratamento psiquiátrico sem matriciamento3 mortes por enforcamento em 2025 (SIM), zero matriciamento em saúde mental na APSImplantar matriciamento em saúde mental; busca ativa dos pacientes pelo ACS
5Base cadastral inflada em 44% prejudica indicadores e planejamento6.417 vivos no e-SUS vs 4.470 IBGE. Zero inativações. Excesso maior em 20-39 anos (+700 cadastros)Higienização cadastral: desativar migrantes, unificar duplicidades

# PARTE 2 - DADOS DETALHADOS

3. Produção assistencial da APS (SISAB 2022-2025)

3.1. Evolução da produção

Indicador2022202320242025Tendência
Visitas domiciliares37.10929.05025.11826.388Queda de 29% no período
Atendimentos individuais6.4725.0684.4226.875Recuperação 2025 (+55,5%)
Procedimentos5.4085.0644.9814.425Queda de 18%
Atendimentos odontológicos1.5856629901.819Recuperação 2025 (+83,7%)
Total produção50.57439.84435.51139.507Queda seguida de recuperação

Em 2025, a APS recuperou parte da produção perdida entre 2022 e 2024. O destaque é o crescimento de 55,5% nos atendimentos individuais e 83,7% nos atendimentos odontológicos. A queda das visitas domiciliares (-29% desde 2022) é consistente com a perda de ACS (de 16 para 8).

3.2. Indicadores per capita

Indicador2022202320242025Parâmetro
Consultas/hab/ano1,401,110,981,542-3 (PNAB)
Odontológicos/hab/ano0,340,150,220,410,4-0,6
Visitas/hab/ano8,016,395,575,90-
Razão visitas/consultas5,7:15,7:15,7:13,8:1< 4:1 (ideal)

A razão visitas/consultas caiu de 5,7:1 para 3,8:1 em 2025, o que significa que a APS está convertendo mais busca ativa (visitas dos ACS) em atendimento clínico efetivo. A saúde bucal atingiu o limite inferior do parâmetro (0,41 vs 0,4-0,6).

3.3. Pré-natal (base local SINASC)

AnoNV7+ consultas%Vaginal%Adolescentes%
2020752837,3%4661,3%1722,7%
2021824656,1%4554,9%1923,2%
2022654061,5%3350,8%46,2%
2023765065,8%4052,6%1925,0%
2024775976,6%3545,5%1316,9%
2025714259,2%3650,7%1521,1%

O pré-natal melhorou continuamente até 2024 (76,6% com 7+ consultas), mas recuou em 2025 (59,2%). A queda pode estar relacionada à perda de ACS (menos busca ativa de gestantes). A gravidez na adolescência permanece elevada (21,1%, acima da média nacional de 14%).

3.4. Cobertura vacinal (InfoMS/SEIDIGI 2024)

Apenas 1 de 16 vacinas atinge meta. Febre Amarela com cobertura de 57% em área endêmica amazônica. Possível subregistro no e-SUS/RNDS.

4. Cobertura cadastral: e-SUS AB vs IBGE

3.1. Visão geral

IndicadorValor
Total cadastrados (cadastro individual e-SUS AB)6.532
Ativos6.532 (100% - nenhum inativado)
Falecidos (flag st_faleceu)115
Com data de óbito116
Vivos e ativos6.417
População IBGE 20254.470
Razão e-SUS / IBGE143,6%
Excesso de cadastros+1.947

O fato de que zero cadastros foram inativados (st_ativo = 1 para todos os 6.532) indica que a rotina de higienização cadastral nunca foi executada. Cidadãos que mudaram de município, que não são mais localizados pelos ACS ou que foram cadastrados em duplicidade permanecem como ativos.

3.2. Pirâmide comparativa por faixa etária

A tabela abaixo compara a distribuição etária dos cidadãos vivos no e-SUS com a estimativa IBGE 2025. Uma cobertura acima de 100% indica excesso de cadastros; abaixo de 100%, indica subcobertura.

Faixae-SUSIBGECoberturaExcessoInterpretação
0-4360303118,8%+57Leve excesso (cadastros de NV anteriores?)
5-9550335164,2%+215Maior inflação. Crianças que mudaram não foram baixadas
10-14534355150,4%+179Mesmo padrão
15-19555381145,7%+174Adolescentes que migraram para estudar
20-29983628156,5%+355Maior volume absoluto. Jovens adultos que migraram
30-39956611156,5%+345Mesmo padrão
40-49810593136,6%+217Moderado
50-59643503127,8%+140Menor excesso
60-69516413124,9%+103Menor excesso
70-79337234144,0%+103Idosos falecidos sem baixa?
80+173114151,8%+59Mesmo
Total6.4174.470143,6%+1.947Quase metade dos cadastros é excedente

O excesso é maior nas faixas jovens e adultas (20-39: +700 cadastros), o que é consistente com migração de jovens para Castanhal, Belém ou outros centros. Em municípios ribeirinhos, é comum a migração de jovens para trabalho e estudo sem que o ACS desative o cadastro.

3.3. Por sexo

Sexoe-SUS (vivos)IBGE 2025Cobertura
Feminino3.3382.150155,3%
Masculino3.0792.320132,7%
Total6.4174.470143,6%

O excesso é proporcionalmente maior no sexo feminino (155% vs 133%), possivelmente porque mulheres são cadastradas com mais frequência (gestações, acompanhamento de filhos).

3.4. Famílias e domicílios

IndicadorValor
Famílias cadastradas2.468
Domicílios CDS2.891
Razão pessoas/domicílio (e-SUS)2,2
Razão pessoas/domicílio (IBGE esperado)~3,5

A razão de 2,2 pessoas por domicílio no e-SUS é muito baixa para a realidade local (esperado ~3,5 para município ribeirinho). Isso reforça que muitos membros das famílias não estão cadastrados individualmente, ou que há domicílios com apenas 1-2 cadastros quando na realidade abrigam mais pessoas.

4. Condições de saúde cadastradas

4.1. Doenças crônicas

Os dados abaixo são acumulados de todas as fichas CDS individuais ativas (15.116 fichas, que incluem atualizações históricas). Os números refletem o total de cidadãos que alguma vez foram marcados com a condição, não necessariamente a prevalência atual.

CondiçãoRegistros% da pop. IBGEPrevalência esperada (Brasil)Situação
Hipertensão arterial1.46832,8%23-25% (adultos)Acima do esperado (inflado pela base)
Diabetes85619,1%7-9% (adultos)Muito acima (cadastro acumulado)
Doença cardíaca1774,0%3-5%Dentro do esperado
AVC (histórico)1553,5%~1-2%Acima (correlaciona com mortalidade cardiovascular)
Doença respiratória3688,2%5-8%Dentro/acima
Problema renal1423,2%2-3%Compatível
Câncer952,1%~1-2%Correlaciona com 12 óbitos por neoplasias em 2025
Infarto (histórico)190,4%--

A prevalência registrada de HAS (33%) e DM (19%) é plausível se considerarmos a população idosa elevada (17% com 60+) e o acúmulo de cadastros históricos. Contudo, o rastreamento e a estratificação de risco não estão estruturados: não há protocolo de acompanhamento implantado nas eSF (dado do DOMI).

4.2. Saúde mental e dependências

CondiçãoRegistros
Em tratamento psiquiátrico223
Fumantes501
Uso de álcool424
Outras drogas102
223 cidadãos em tratamento psiquiátrico em um município sem CAPS, sem matriciamento em saúde mental e onde 3 pessoas morreram por enforcamento em 2025. Esse dado, cruzado com o SIM, evidencia uma lacuna grave: há uma população identificada em sofrimento psíquico, mas sem suporte estruturado na APS.

Os 501 fumantes e 424 com uso de álcool reforçam a necessidade de ações de redução de danos e grupos de apoio na APS.

4.3. Doenças transmissíveis

CondiçãoRegistrosCorrelação SINAN 2025
Hanseníase70 notificações em 2025
Tuberculose102 notificações em 2025

Coerente com a realidade epidemiológica de baixa prevalência no município.

4.4. Situações especiais

CondiçãoRegistrosObservação
Gestantes559Acumulado histórico (77 NV em 2024)
Acamados90Demanda atenção domiciliar
Domiciliados287Cidadãos com dificuldade de locomoção
Deficiência65714,7% da pop. (acima da média nacional ~8,4%)
Internação nos últimos 12 meses251Correlaciona com 337 internações SIH 2024
Plano de saúde privado1884,2% (esperado para micro-município)
Morador de rua118Provável erro de classificação (2,6% da pop. em município ribeirinho)
Comunidade tradicional14Ribeirinhos/quilombolas identificados

O registro de 118 moradores de rua em um município de 4.470 habitantes é provavelmente um erro de classificação: em municípios ribeirinhos, cidadãos sem endereço fixo (moradia em palafitas, embarcações ou áreas sem logradouro cadastrado) podem ser classificados incorretamente como "morador de rua". Este dado precisa ser investigado e corrigido.

Os 657 cidadãos com deficiência (14,7%) estão acima da média nacional (8,4% segundo Censo 2010, 18,6% segundo Censo 2022 com novo critério), mas dentro do plausível considerando a base inflada.

5. Estrutura assistencial no e-SUS

5.1. Equipes

INEEquipeTipo
0000031763ESF VILA NOVAeSF
0000031771ESF DEOLANDIAeSF
0001493620USF DE SAO JOAO DA PONTAeSF
0002000652ESB VILA NOVAeSB
0002000687ESB DEOLANDIAeSB
0002000695ESB DE SAO JOAO DA PONTAeSB
0001592254NASF DE SAO JOAO DA PONTAeMulti / NASF legado
3 eSF + 3 eSB + 1 equipe multiprofissional. Confirma que o município possui equipes de saúde bucal vinculadas às 3 eSF (modelo I da PNAB). A equipe registrada como NASF na base legada deve ser tratada no planejamento como apoio multiprofissional no modelo eMulti.

5.2. Unidades de saúde

CNESUnidade
2312026Centro de Saúde Especial de São João da Ponta
2311968Unidade de Saúde da Família de Vila Nova
2312018Unidade Saúde da Família de Deolândia
7815468USF de São João da Ponta
7554982UBS de Guarajuba
7567197Academia da Saúde de São João da Ponta
9550836Unidade de Vigilância em Saúde de São João da Ponta
6427197Secretaria Municipal de Saúde de São João da Ponta
7850220Equipe multiprofissional de São João da Ponta (registro legado NASF)

A UBS de Guarajuba (CNES 7554982) aparece no e-SUS mas não constava nas tabelas resumidas do DGMP. Isso eleva o total de UBS para 5 (4 anteriores + Guarajuba), o que melhora a razão para 1 UBS / 894 habitantes.

6. Correlações e-SUS x outras bases

e-SUSOutra baseO que revela
95 cidadãos com câncer cadastrados12 óbitos por neoplasias em 2025 (SIM)Taxa de letalidade aparente de 12,6% ao ano. Os 95 precisam de acompanhamento e acesso a tratamento
223 em tratamento psiquiátrico3 enforcamentos em 2025 (SIM), 5 notificações violência (SINAN)Há pacientes identificados, mas sem matriciamento estruturado na APS
1.468 hipertensos14 óbitos por doenças circulatórias em 2024 (SIM), 8 em 20251 em cada ~100-180 hipertensos morre por doença cardiovascular por ano
559 gestantes acumuladas77 NV em 2024 (SINASC local), 2 sífilis gestacional (SINAN 2025)Sífilis diagnosticada fora do município, não no pré-natal local
6.417 cidadãos vivos e-SUS4.470 IBGE1.947 cadastros excedentes a higienizar

7. Recomendações para o PMS 2026-2029

Higienização cadastral urgente: Realizar varredura dos 6.417 cadastros ativos, desativando os de cidadãos que comprovadamente migraram, faleceram sem registro ou estão duplicados. Meta: reduzir para menos de 5.000 cadastros.

Estratificação de risco dos 1.468 hipertensos e 856 diabéticos: Implantar classificação de risco cardiovascular (Framingham ou similar) para priorizar acompanhamento dos casos de alto risco.

Busca ativa dos 223 pacientes psiquiátricos: Cruzar a lista com a frequência de consultas e visitas dos ACS. Garantir acompanhamento mensal para os casos em tratamento e identificar abandonos.

Investigar os 118 "moradores de rua": Verificar se são realmente situação de rua ou erro de classificação de ribeirinhos sem endereço fixo. Corrigir cadastro.

Mapear os 90 acamados e 287 domiciliados: Garantir atendimento domiciliar regular e avaliar elegibilidade para SAD (Atenção Domiciliar - Melhor em Casa).

Incorporar a UBS de Guarajuba ao planejamento: A unidade CNES 7554982 está ativa no e-SUS mas não constava nos relatórios do DGMP. Verificar cadastro no SCNES e incluir nas análises oficiais.

Fonte: Base local e-SUS AB (e-SUS AB, base local municipal), IBGE 2025, SIM/SINASC/SINAN locais. Data Warehouse Akapu, consulta abril/2026.

Assessoramento Akapu Saúde

Lista de Siglas e Abreviações

SiglaSignificado
ACSAgente Comunitário de Saúde
AIHAutorização de Internação Hospitalar
APSAtenção Primária à Saúde
ASISAnálise de Situação de Saúde
CAPSCentro de Atenção Psicossocial
CIBComissão Intergestores Bipartite
CIRComissão Intergestores Regional
CNESCadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde
DATASUSDepartamento de Informática do Sistema Único de Saúde
DGMPDigiSUS Gestor - Módulo Planejamento
DOMIDiretrizes, Objetivos, Metas e Indicadores
DWData Warehouse
eSFEquipe de Saúde da Família
eSBEquipe de Saúde Bucal
e-SUS ABEstratégia e-SUS Atenção Básica
IBGEInstituto Brasileiro de Geografia e Estatística
MACMédia e Alta Complexidade
PASProgramação Anual de Saúde
PMSPlano Municipal de Saúde
RAGRelatório Anual de Gestão
RDQARelatório Detalhado do Quadrimestre Anterior
SIASistema de Informações Ambulatoriais
SIHSistema de Informações Hospitalares
SIMSistema de Informações sobre Mortalidade
SINANSistema de Informação de Agravos de Notificação
SINASCSistema de Informações sobre Nascidos Vivos
SIOPSSistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde
SISABSistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica
SMSSecretaria Municipal de Saúde
SUSSistema Único de Saúde
TFDTratamento Fora de Domicílio

Lista de Tabelas

  1. Lista gerada automaticamente a partir das tabelas do caderno.

Lista de Gráficos e Figuras

  1. Lista gerada automaticamente a partir dos gráficos e figuras do caderno.

Legislação Citada

A base normativa abaixo deve ser lida em conjunto com as normas específicas citadas no corpo do Atenção Primária à Saúde. Os links apontam para fontes oficiais de consulta pública na internet.

NormaEmenta curta / uso no cadernoLink oficial
Constituição Federal de 1988Arts. 196 a 200 - base constitucional do SUShttps://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
Lei no 8.080/1990Lei Orgânica da Saúde - organização, competências e planejamento do SUShttps://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8080.htm
Lei no 8.142/1990Participação social e transferências intergovernamentais no SUShttps://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8142.htm
Lei Complementar no 141/2012Aplicação mínima em ações e serviços públicos de saúde, fiscalização e controlehttps://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp141.htm
Decreto no 7.508/2011Regiões de Saúde, Mapa da Saúde, planejamento regional e organização das redeshttps://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2011/decreto/d7508.htm
Portaria de Consolidação GM/MS no 1/2017Normas sobre organização e funcionamento do SUS; Título IV dos instrumentos de gestãohttps://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2017/prc0001_03_10_2017.html

Fontes de dados

  • IBGE - Censo Demográfico 2022 e estimativas populacionais municipais usadas como denominadores.
  • DATASUS - sistemas SIM, SINASC, SINAN, SIH/SUS, SIA/SUS, CNES, SISAB e SIOPS, conforme pertinência temática do caderno.
  • DigiSUS Gestor - Módulo Planejamento (DGMP) - instrumentos de gestão municipal e registros de monitoramento do ciclo anterior.
  • Data Warehouse Akapu - bases públicas e bases locais tratadas para análise histórica, com data de consulta registrada no corpo do caderno quando disponível.

Glossário técnico

TermoDefinição operacional
Análise de Situação de Saúde (ASIS)Leitura técnica das condições de saúde, da rede e dos determinantes sociais que fundamenta o Plano Municipal de Saúde.
Data Warehouse AkapuAmbiente analítico que consolida bases públicas e locais para gerar séries históricas e indicadores de apoio à gestão.
Mapa da SaúdeDescrição geográfica da distribuição de recursos humanos, ações, serviços e indicadores de saúde em uma região.
Plano Municipal de Saúde (PMS)Instrumento central de planejamento do SUS municipal para o período de quatro anos.
Programação Anual de Saúde (PAS)Desdobramento anual do PMS, com ações, metas e recursos previstos para cada exercício.
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